Chegamos ao tempo do ócio criativo moderno?

Edison Carlos Fernandes e Marcus Swenson de Lima

Não é de hoje que se alardeia o sonho dos trabalhadores com a possibilidade de redução da jornada de trabalho, desde que o “salário” permaneça o mesmo. De tempos em tempos, esse desejo ganha mais ou menos força. Nos anos 90, com o aumento e a disseminação do uso da tecnologia, principalmente dos e-mails e dos telefones celulares, esse “sonho” dos trabalhadores ganhou corpo com a ideia (talvez, até uma “promessa”) de otimização de tempo trazidos pela inovação tecnológica, o que possibilitaria maior tempo livre para que os indivíduos pudessem desfrutar a vida. Ledo engano!


Passada a euforia inicial que permeia as novidades, o que se observou, na prática, foi uma expansão da abrangência do termo urgência, que deixou de ser uma necessidade que requer solução imediata, para se tornar toda necessidade que requer uma solução imediata. O Ócio Criativo[1], desejado por Domenico De Masi, no início dos anos 2000, até então, não havia se concretizado. O sociólogo italiano acreditava que o avanço tecnológico seria capaz de libertar a humanidade do trabalho penoso e tedioso (que ocorreria na maioria das vezes), para algo prazeroso e equilibrado, até chegar ao ponto de o indivíduo não mais conseguir distinguir entre o seu trabalho e o seu lazer.


 


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